A Geração NOVA

Bem vindo!

A Geração NOVA foi criada pelos SASNOVA com o objetivo de agregar a comunidade de alunos e antigos alunos que tiveram e têm contacto com as atividades e serviços promovidos pelos SASNOVA (quer sejam atividades desportivas, culturais ou lúdicas, quer sejam serviços de alojamento, apoio psicológico, financeiro ou em espécie). A Geração Nova é apoiada por todos aqueles que são sensíveis à importância e ao valor da formação superior e das condições e bem-estar dos estudantes que se encontram a frequentar o ensino universitário.  Elvira Fortunato, ex-bolseira, professora catedrática e Prémio Pessoa 2021 apoia as Bolsas Geração Nova.

©Marcos Borga

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Geração NOVA na 1ª pessoa

Conheça alguns dos alunos que beneficiaram de bolsas:

Filipe Valadas

2011 – 2017

FCT NOVA – Engenharia Biomédica

NOVA SBE – Mestrado em Gestão

Business Analyst da McKinsey & Company

Poderia descrever como foi o seu contacto com os SASNOVA e a importância dos apoios na sua formação académica? Quais foram as maiores dificuldades atravessadas?

O SASNOVA, seja pela vertente do desporto ou pela ação social directamente, foi marcante e decisivo para o sucesso dos meus estudos e para estar onde estou agora. Após a crise de 2008-2009 ambos os meus pais ficaram desempregados e graças ao apoio do SASNOVA e da DGES, não só pude continuar a estudar, como pude desenvolver projectos com a própria Universidade e construir o meu futuro. Destaco um momento mais complicado que passei, no qual já tinha começado a liderar um projecto desportivo, (que na altura se revelava promissor com mais de 20 atletas de Corfebol e que 3 anos depois viríamos a sagrar-nos campeões nacionais universitários)… momento durante o qual, vi-me num impasse muito grande. Não tinha quaisquer condições para realizar o pagamento de propinas que me faltava do segundo semestre. O mesmo se podia dizer do meu agregado familiar que passava uma situação muito complicada e decisões difíceis eram feitas em cada dia. Pensei em parar de estudar por um breve período mas antes de o fazer, falei com os SASNOVA, que pela pessoa do Dr. Paulo Silva e da Dra. Iva Matos e várias outras faces que certamente foram decisivas mas que não cheguei a conhecer… e que me decidiram apoiar com um fundo de emergência social da Universidade. Um enorme peso saiu-me de cima nesse momento. Vi nos SASNOVA uma entidade amiga e verdadeiramente preocupada com os seus alunos. Foi um momento de viragem. A partir daí, tudo melhorou, consegui gerar algum rendimento próprio que complementado com a bolsa me permitiu avançar nos estudos. Igualmente decidi, com o dobro do empenho, dedicar a minha missão académica enquanto estudante ao desenvolvimento de um núcleo desportivo na NOVA.

Porque é que ajudar vale a pena? 

Vale a pena ajudar. Só posso agradecer ao SASNOVA por me ter apoiado e por me ter dado as oportunidades para também começar a retribuir de alguma forma. O SASNOVA abriu-me as portas para criar uma equipa desportiva, liderar um projecto e poder trazer algo de positivo à vida de mais de 50 atletas de vários cursos, faculdades e regiões do país ao longo de 5 anos. Levou-se pela primeira vez a bandeira de Portugal e da NOVA a torneios europeus de Corfebol Universitário e grandes amizades e laços de companheirismo em torno dos SASNOVA e da Universidade foram formados.

Que conselho daria a um aluno bolseiro? 

O meu conselho para qualquer aluno bolseiro seria que se apercebam cedo das oportunidades que a bolsa vos deu. Usem-nas, para vosso sucesso e sucesso dos outros e se alguma vez sentirem que querem fazer algo mais para apoiar outros ou simplesmente por que estão numa situação complicada, que falem abertamente com os SASNOVA.

 

Jéssica Andreia Mourinho Pratas
2017-Atualmente
NOVA FCSH – Geografia 

Poderia descrever como foi a sua entrada na universidade e como tomou conhecimento e entrou em contacto com os SASNOVA?
Apesar de me encontrar a frequentar o 1º ano de mestrado, ingressei na Universidade Nova de Lisboa no ano de 2017, em Geografia e Planeamento Regional na FCSH. Mudar-me de uma cidade pequena do Alto Alentejo para a capital foi um passo importante marcado pela entrada neste novo e desafiante mundo universitário. Sair daquela que era a minha zona de conforto tornou-se possível graças aos serviços prestados pelo SASNOVA que, até aos dias de hoje, me auxilia e apoia de uma forma que só eles o podem fazer. Através do contacto com colegas de anos mais avançados, tomei conhecimento dos apoios dados pela universidade pelo que, no dia em que me matriculei na faculdade, apresentei as minhas dúvidas e questões, nomeadamente sobre o alojamento. O concurso à entrada numa das residências da universidade não era novidade para mim, pelo que nesse dia apresentei a minha candidatura a uma das mesmas, sendo este posteriormente aceite. Desde esse primeiro contacto, o SASNOVA tem-me apoiado sempre.

Qual foi a importância da bolsa de estudo na sua formação académica?
Além de ser uma ajuda financeira essencial para minha permanência na faculdade e, consequentemente, em Lisboa, é um forte incentivo para tanto progredir nos estudos como para ambicionar um futuro profissional promissor.

Quais foram as maiores dificuldades atravessadas?
A maior dificuldade foi sem dúvida enfrentar o primeiro mês do primeiro ano da licenciatura, em que não fiquei automaticamente colocada na residência. Enquanto permaneci na lista de espera, tive de optar pelo aluguer de um quarto na margem oposta, o qual foi uma despesa pesada. No entanto, face aos apoios fornecidos, essa despesa foi reconhecida e fortemente abatida pelos Serviços de Ação Social.

Porque é que ajudar vale a pena e acarinhar este projecto?
É fulcral acarinhar este projeto na ótica em que muitos são os alunos que necessitam deste apoio, deste incentivo. Se não fosse o apoio do SASNOVA, tenho a clara certeza que não estaria onde estou hoje. Saber que outros colegas podem ganhar o mesmo incentivo e auxílio que eu usufruo é mais que motivo para apostar num projeto que, como outros criados pelo SAS, acarinham os nossos sonhos e ambições, tornando-os realidade.

Pedro Miguel da Silva Ribeiro Martins Coelho
 2009-2012
 NOVA FCSH – Ciências da Comunicação

Assessor da Direção da Movijovem – responsável em Portugal pelos programas de Pousadas de Juventude e Cartão Jovem EYC

Poderia descrever como foi a sua entrada na universidade e como tomou conhecimento e entrou em contacto com os SASNOVA?
Eu entrei na Universidade Nova de Lisboa em 2012, depois de durante o Ensino Secundário ter tido isso como um objetivo. Entrei na minha primeira opção, no curso que sempre quis. O contacto com os SASNOVA decorreu logo nessa primeira semana de aulas, até porque viria a ser residente na residência Alfredo de Sousa, no campus de Campolide, no meu primeiro ano.

Qual foi a importância da bolsa de estudo na sua formação académica?
Sem a bolsa de estudo eu não teria podido concluir o curso, nem poderia ter ficado em Lisboa no primeiro ano, o ano de mudança em que era necessário adaptar-me. Foi graças à bolsa que consegui pagar algumas das despesas, nomeadamente aquelas relacionadas com a propina, que era mais elevada na altura.

Quais foram as maiores dificuldades atravessadas?  (durante o período em que foi bolseiro)
O valor de bolsa atribuído pelo Estado, nomeadamente a bolsa mínima, não serve para pagar todas as despesas, e isso fez que eu tenha tido de abdicar de muitos dos meus períodos de férias e descanso para trabalhar. Felizmente, os meus pais e amigos da família conseguiram também ajudar neste processo e, devido ao bom ambiente na Faculdade e ao meu gosto pela área que estudava, tive muito mais oportunidades e bons momentos na Universidade do que dificuldades.

Que conselho daria a um aluno bolseiro?
Luta pelos teus direitos, não desesperes com a burocracia, foca-te nos teus sonhos e naquilo que queres fazer. E, lembra-te sempre, a Universidade existe porque existem alunos, logo procura sempre a ajuda que a Universidade pode e deve dar. Até porque, na NOVA, estamos em casa para o poder fazer.

Porque é que ajudar vale a pena?
Porque, ao ajudarmos, estamos a dar o boost que estes jovens talentos precisam para que concretizem o seu potencial. Ajudar alunos da NOVA, em particular, é ajudar estudantes criativos, com muitas capacidades, preparados para abordar o mundo com sentido crítico e criar valor de forma inovadora, sem medo de arriscar e de ir além do que é convencional e convencionado.

Jorge Manuel da Palma Moreira Feio
1996 a  2000
NOVA FCSH-  Arqueologia

Arqueólogo, Formador, Cronista

Poderia descrever como foi a sua entrada na universidade e como tomou conhecimento e entrou em contacto com os SASNOVA?
A entrada foi muito simples: sempre quis ser arqueólogo e quando terminei o 12ºano não tinha possibilidades financeiras para frequentar um curso universitário. Fiz o suficiente nas provas nacionais apenas para ter positiva e durante um ano fui trabalhar para poder continuar os estudos. Em 1996 decidi voltar a fazer as provas nacionais e, depois de obter 19 valores no exame nacional de História e foi só escolher a Faculdade. No mesmo dia em que me inscrevi no curso perguntei onde eram os Serviços de Acção Social para me candidatar a uma bolsa. Portanto, já sabia o queria e onde devia dirigir-me, pois preparei-me durante um ano para lutar contra os problemas gerados por pertencer a uma família de classe média baixa. Sobretudo as financeiras.

Qual foi a importância da bolsa de estudo na sua formação académica?
A bolsa foi muito importante por vários motivos. Em primeiro lugar, permitiu-me sobreviver em Lisboa. Lembro-me que o valor da primeira bolsa que tive era de 27000 escudos (aumentada todos os anos porque passei sempre sem negativas e porque eram acrescentados 6000 escudos para pagar o alojamento. No último ano era de 42000 escudos). Como também tive direito ao alojamento, basicamente vivia de graça em Lisboa e tinha onde comer a baixo preço. Por outro lado, juntando algum dinheiro que eu conseguia fazer no Verão no combate aos incêndios, a fazer horas na Pousada do Castelo de Alvito e a fazer visitas guiadas na Igreja Matriz de Alvito, mais algum dinheiro que os meus pais e avós me davam (ainda que pouco, era importante), pude também começar a investir na minha biblioteca pessoal, a qual, ainda hoje, é fundamental para as minhas investigações. Basicamente, não saio de casa para consultar livros para a elaboração dos meus artigos.

Quais foram as maiores dificuldades atravessadas? (durante o período em que foi bolseiro)
Não passei por grandes dificuldades. Tive a capacidade de gerir o dinheiro que tinha e estava determinado em terminar o curso em 4 anos com média superior a 14 (numa altura em que tirar 14 era mesmo difícil, ao contrário do que se passa hoje em dia) e em ajudar a minha namorada da altura, também ela bolseira e residente, que passou por graves dificuldades de saúde. No fundo, concentrei-me naquilo que era verdadeiramente importante, sem deixar de me divertir, e consegui atingir todos os objectivos.

Que conselho daria a um aluno bolseiro?
Não precisamos de sentir vergonha porque precisamos de ajuda. Nem todos têm a sorte de nascer num berço de ouro e nem todos os que nascem num berço de ouro são os mais cultos, inteligentes e capazes. Quando temos um objectivo digno, como tirar o curso dos nossos sonhos, vale a pena lutar por ele. Uma bolsa não serve apenas para nos proporcionar comida no prato, ou alojamento. Serve fundamentalmente para investirmos no nosso desenvolvimento enquanto pessoas e enquanto investigadores. Aproveitem!

Porque é que ajudar vale a pena?
Vale sempre a pena ajudar, sobretudo quando podemos servir de exemplo. Por vezes, as pessoas sentem-se perdidas, com vontade de desistir dos seus sonhos e torna-se necessário term alguém ao lado com capacidade para lhes indicar o melhor caminho. E só assim a sociedade poderá avançar e tornar o mundo num local digno para se viver. Muitas vezes os bolseiros são alunos de origem externa a Lisboa, que passaram uma vida cheia de dificuldades financeiras, que não tiveram as mesmas condições de outros jovens (alguns nem acesso a um computador tiveram) que passaram por situações muito delicadas e que não estão adaptados à vida na grande cidade. Os mais velhos, como eu, têm o especial dever de encaminhar os mais novos e eu estou à Vossa disposição para isso.

Edinha Soares Lima
2005-2011
Nova FD – Direito

Advogada e sócia da SoLima & Associados, Sociedade de Advogados

Poderia descrever como foi a sua entrada na universidade e como tomou conhecimento e entrou em contacto com os SASNOVA? 
A minha entrada na universidade representou uma grande mudança na minha vida. Eu tinha acabado de fazer 18 anos, tinha mudado de país e ia viver sozinha. Eu vinha de São Tomé e Príncipe que é um país lindíssimo, mas pequeno e calmo, onde quase toda a gente se conhece (pelo menos na cidade capital) e vim para uma realidade completamente distinta, para uma cidade grande, com uma dinâmica diferente. Eu diria que a minha entrada na universidade foi um desafio e como todos os desafios temos de lutar e superá-los.

Eu tomei conhecimento dos SASNOVA assim que cheguei a Portugal em 2005, pois eu era bolseira da Calouste Gulbenkian e a Fundação juntamente com os SASNOVA garantiram a minha colocação numa das residências dos SASNOVA, onde eu vivi durante todo o meu percurso académico em Portugal. Depois disso, os contatos com os SASNOVA foram sucessivos porque eu eventualmente acabei por ser representante dos residentes de uma das residências e nessa qualidade, pude conhecer de perto o trabalho dos SASNOVA e as pessoas que fazem os SASNOVA que acho extraordinárias.

Qual foi a importância da bolsa de estudo na sua formação académica? 
Graças à bolsa da Calouste Gulbenkian e à oportunidade de viver na residência universitária dos SASNOVA, enquanto estudante, eu apenas tinha a preocupação de estudar e obter bons resultados.
 
Quais foram as maiores dificuldades atravessadas?  (durante o período em que foi bolseiro) 
As minhas maiores dificuldades durante o período em que fui bolseira foram, sem dúvidas, as saudades de casa e da minha família. Não obstante as saudades, eu fiz bons amigos na faculdade com os quais ainda hoje mantenho contacto, falando especificamente da residência universitária, fiz 3 amigas muito especiais, de Évora, Leiria e Madeira respectivamente, que tal como eu estavam longe de casa.  E nós fizemos da residência a nossa casa.

Que conselho daria a um aluno bolseiro? 
Eu diria ao aluno bolseiro que aproveite o momento em que é estudante para estudar, mas também para crescer como ser humano, pois a fase académica é das etapas mais marcantes da nossa vida e devemos usá-la para aprender mais e melhor. Aprender não é apenas estudar e ter bons resultados, é interagirmos com outras pessoas, estarmos abertos a novas culturas, é ler livros para além dos livros académicos, é participar em atividades lúdicas e fazer voluntariado. Pois, aprendemos todos os dias e com todas as pessoas.

Porque é que ajudar vale a pena? 
Sobre isto, eu apenas gostaria de dizer o seguinte: quando ajudamos alguém, não estamos a ajudar apenas aquela pessoa, estamos indiretamente a ajudar outras 3 ou 4 que, aos nossos olhos, são invisíveis, mas que existem. E isto serve para qualquer situação da nossa vida.

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